Burseraceae
Bege-rosada a bege-amarelada
0,52 a 0,60 g/cm³
Carpintaria leve, caixotaria, tábuas e ripas, compensados, móveis simples, embalagens e construção civil leve.
Geralmente direita
Cruzar IUCN, CITES, Lista Vermelha BR e legislação é o único caminho seguro para uso comercial — cada camada cobre um aspecto diferente.
A espécie amescla (Protium heptaphyllum) é uma árvore nativa amplamente distribuída na América tropical, de grande importância para comunidades tradicionais devido à produção da resina conhecida como breu-branco.
Sua madeira apresenta densidade média e múltiplos usos em carpintaria e construção leve.
É amplamente conhecida no Brasil por produzir a resina aromática chamada breu-branco, utilizada tradicionalmente para fins medicinais, religiosos e industriais.
Essa família inclui diversas espécies produtoras de resinas aromáticas, muitas utilizadas comercialmente em perfumes, incensos e produtos medicinais.
A espécie possui vários nomes populares, dependendo da região do Brasil. O nome breu-branco refere-se à resina clara e aromática produzida pela árvore.
– A amescla possui grande importância cultural, especialmente na região amazônica.
– Sua resina, conhecida como breu-branco, é utilizada há séculos por povos indígenas e comunidades tradicionais para produção de incenso natural, rituais espirituais e religiosos, repelente natural contra insetos, cicatrização de feridas e tratamento de problemas respiratórios.
– Historicamente, também foi empregada na calafetagem de embarcações e na fabricação de vernizes, desempenhando papel relevante em economias extrativistas da Amazônia.
– Desenvolve-se tanto em solos bem drenados quanto em ambientes mais úmidos.
– Países de ocorrência: Brasil / Venezuela / Colômbia / Peru / Bolívia / Guianas
– Biomas no Brasil: Amazônia / Cerrado / Mata Atlântica
idade econômica de corte
plenitude de qualidade da madeira
– O crescimento da espécie é considerado moderado, com desenvolvimento inicial relativamente rápido.
– Em florestas naturais, as idades podem variar conforme fatores ambientais, como fertilidade do solo, regime de chuvas, luminosidade e competição entre árvores.
– Por isso, o manejo florestal geralmente adota o diâmetro mínimo de corte como principal critério.
– Isso significa que a madeira começa a apresentar bom valor comercial antes da plenitude, mas atinge sua melhor qualidade estrutural alguns anos depois, quando a árvore está mais madura.
– Características relevantes: Árvores adultas podem atingir diâmetros superiores a 40 cm; Boa regeneração natural em florestas tropicais.
– Trabalhabilidade: boa, de fácil desdobro e usinagem.
– Durabilidade natural: moderada a baixa contra fungos e insetos xilófagos.
– Usos externos: recomendado tratamento preservativo.
– Densidade: Madeira leve a moderadamente pesada (0,52 a 0,60 g/cm³).
– Classificação: A madeira é classificada como madeira comum devido à sua densidade moderada e à menor durabilidade natural.
– Sua exploração deve seguir a legislação ambiental brasileira, incluindo o Código Florestal, as regras de manejo florestal sustentável e as autorizações para extração de produtos florestais.
– A coleta de resina é geralmente realizada de forma extrativista e sustentável, sem necessidade de derrubar a árvore.
– A amescla é uma espécie relevante para sistemas agroflorestais, recuperação de áreas degradadas e produção de produtos florestais não madeireiros.
– Possui também importância ecológica, pois seus frutos servem de alimento para aves e pequenos animais, e contribui para a diversidade das florestas tropicais.
– O uso sustentável da resina representa importante fonte de renda para comunidades tradicionais, reforçando seu valor econômico, social e ambiental.
– Além do valor econômico, a espécie possui relevância ecológica, cultural e medicinal, destacando-se como um importante recurso florestal da biodiversidade brasileira.