Fabaceae
Castanho-arroxeada
Veios escuros ondulados
0,80 – 0,95 g/cm³
Mobiliário fino, marcenaria de luxo, instrumentos musicais, esculturas.
Direita, fina
Poucas árvores brasileiras carregam tanta história quanto o jacarandá-da-bahia. Sua madeira atravessou oceanos antes mesmo de o Brasil ter esse nome, e ainda hoje é uma das mais cobiçadas — e mais protegidas — do mundo.
A madeira do jacarandá-da-bahia é considerada uma das mais nobres do mundo, por sua alta densidade, estabilidade e beleza. É também uma das espécies mais famosas, valiosas e protegidas do Brasil.
Jacarandá-da-bahia / Jacarandá-rosa / Caviúna / Graúna/ Brazilian rosewood / Rio rosewood / Bahia rosewood
– Madeira muito valorizada por ser densa, estável, decorativa e com alto desempenho acústico — o que levou a intensa exploração histórica.
– É uma das madeiras mais conhecidas do mundo.
– Embora “jacarandá” seja nome popular de várias espécies da família Bignoniaceae, o mais valorizado pelo mercado é o jacarandá-da-bahia, que é da família Fabaceae.
– É uma das espécies mais famosas, valiosas e protegidas do Brasil; suas características são notáveis e sua madeira tem altíssimo valor comercial e cultural.
– Encontra-se ameaçada de extinção, com exploração controlada ou proibida em grande parte.
Espécie endêmica do Brasil, associada a formações florestais da Mata Atlântica (Floresta Ombrófila Densa e Floresta Estacional).
– Árvore hermafrodita, polinizada principalmente por abelhas e pequenos insetos.
– Ocorre naturalmente em solos de baixa fertilidade química, com pH superior a 5,2.
– Adapta-se bem a terrenos ondulados e montanhosos, com solos argilosos e argilo-arenosos, profundos e de boa drenagem.
– É espécie semi-heliófila — tolera sombreamento leve a moderado, mas tem problemas com baixas temperaturas.
– Plantios puros a pleno sol devem ser evitados: as plantas apresentam crescimento desorganizado, com tronco curto e suscetibilidade a brocas.
– Originalmente ocorria em florestas tropicais úmidas, em altitudes entre 100 e 600 m; hoje as populações naturais estão muito reduzidas por desmatamento e exploração predatória.
Semente germina; plântula emerge
Sistema radicular consolidado;
Fase de maior incremento volumétrico anual.
30 a 40 anos (referencial teórico)
50 a 70 anos
Árvore atinge longevidade máxima e declina gradualmente.
– Crescimento muito lento, especialmente em florestas nativas.
– Apenas árvores adultas apresentam coloração, densidade e resistência desejadas.
– Por ser espécie nativa protegida da Mata Atlântica, o corte só é permitido em manejo florestal autorizado ou plantios legais.
– Brilho natural característico.
– Cerne muito durável e resistente a insetos.
– Boa usinagem, podendo embotar ferramentas.
– Colagem pode exigir preparo devido a extrativos.
– Excelente acabamento e estabilidade dimensional quando seca corretamente.
– Elevada resistência ao ataque de organismos xilófagos e à decomposição.
– Permeabilidade baixa à penetração de soluções preservantes.
A mesma beleza que tornou o jacarandá célebre quase o levou ao desaparecimento. Sua história recente é a de uma espécie sob proteção máxima — e do que é preciso para usá-la com legalidade.
Para o status atualizado em todas as camadas regulatórias, ver Passaporte de Conservação no topo desta ficha.
– O jacarandá-da-bahia é uma espécie ameaçada de extinção devido à exploração intensa e à perda de habitat.
– O corte é proibido, salvo casos excepcionais com autorização ambiental específica — exigindo plano de manejo aprovado e legalidade da origem comprovada.
– Está listada no Apêndice I da CITES, nível máximo de proteção — o que torna o comércio internacional praticamente proibido, exceto em condições extremamente restritas.
– Toda madeira ou produto derivado deve obrigatoriamente apresentar Documento de Origem Florestal (DOF), nota fiscal e rastreabilidade completa.
– O termo “caviúna” é usado de forma genérica no mercado para designar madeiras de aparência semelhante, do mesmo gênero (Dalbergia) ou de gêneros próximos (Machaerium, Centrolobium). Nem toda caviúna é jacarandá-da-bahia, mas todo jacarandá-da-bahia é uma caviúna legítima.
– Pode haver limitações de uso para aplicações comuns — construção estrutural simples, exterior rústico, ambientes muito úmidos — em função do peso elevado, custo alto, trabalho especializado e disponibilidade restrita.
– Não há informações confiáveis sobre florestamentos existentes de jacarandá-da-bahia; historicamente, foi muito pouco cultivado comercialmente
– Apresenta germinação lenta e baixa taxa de sobrevivência em plantios.
– Grande parte da ocorrência corresponde à Mata Atlântica original, e não a plantações organizadas.
– O foco atual das entidades do setor está mais na preservação e restauração de fragmentos nativos do que em cultivos com fins produtivos.