Boraginaceae
Bege-amarelado a castanho-dourado
0,50 a 0,65 g/cm³
Móveis finos e de padrão médio-alto, portas, esquadrias e lambris, painéis decorativos e marcenaria interna, compensados e lâminas faqueadas, molduras e acabamentos, instrumentos e peças torneadas leves.
Geralmente reta
Cruzar IUCN, CITES, Lista Vermelha BR e legislação é o único caminho seguro para uso comercial — cada camada cobre um aspecto diferente.
O freijó-verdadeiro possui valor comercial relevante e ampla aplicação industrial, sendo considerado uma das principais madeiras nativas utilizadas na marcenaria brasileira.
É importante destacar que o freijó-verdadeiro é frequentemente confundido, no mercado, com o louro-pardo, embora sejam espécies distintas. O freijó-verdadeiro tem o nome científico de Cordia goeldiana, sendo uma árvore da família Boraginaceae; sua madeira é clássica no mercado e muito usada em móveis e acabamento. O louro-pardo tem o nome científico de Cordia trichotoma, sendo também da família Boraginaceae, mas, botanicamente, é outra espécie.
O freijó-verdadeiro possui valor comercial consistente, ampla aplicação industrial e potencial silvicultural relevante, sendo uma das principais espécies para produção de madeira nobre clara no Brasil.
É conhecido como uma madeira clássica da marcenaria fina brasileira, com alta reputação histórica e comercial.
Apresenta cor dourado-castanha e desenho decorativo.
Tem grande demanda para ser utilizado em móveis de alto padrão e em lâminas decorativas.
– O freijó-verdadeiro (Cordia goeldiana) possui grande importância histórica no Brasil por ter sido uma das madeiras tropicais mais valorizadas da Amazônia, especialmente ao longo do século XX.
– Foi o substituto de madeiras nobres escassas, por apresentar veios decorativos elegantes, boa estabilidade dimensional e acabamento de alta qualidade.
– Essas características o tornaram uma alternativa importante para marcenaria e design de interiores.
– Entre as décadas de 1960 e 1990, com a expansão da indústria moveleira, o freijó foi amplamente empregado na fabricação de móveis residenciais e corporativos, portas e esquadrias, painéis e lambris e revestimentos internos.
– Devido à combinação de leveza, estabilidade e resistência, a madeira também foi utilizada em componentes de aeronaves leves e na reposição de peças de aviões de madeira, além de instrumentos musicais e objetos técnicos.
– Seu uso contribuiu para consolidar polos moveleiros e para a valorização comercial das madeiras amazônicas.
– O freijó tornou-se um ícone da marcenaria nacional, sendo amplamente empregado em móveis planejados, painéis e acabamentos de alto padrão. Seu aspecto claro e elegante é muito valorizado por arquitetos e designers.
– Permanece até hoje como uma das madeiras mais valorizadas no design e na arquitetura do Brasil.
– Prefere solos profundos e bem drenados.
– Prefere clima tropical a subtropical.
– Prefere boa luminosidade após a fase jovem.
– Regiões de ocorrência no Brasil: Sul / Sudeste / Centro-Oeste / Parte da Amazônia
– Biomas: Mata Atlântica / Floresta Estacional / Cerradão / Bordas amazônicas
em condições naturais, indivíduos comerciais geralmente apresentam idades superiores a 40 anos
a maturidade plena da madeira ocorre, em média, entre 25 e 35 anos
– O crescimento do freijó é moderado.
– Incremento volumétrico: Moderado.
– Forma de manejo: Plantio puro ou misto, respondendo bem a desbastes.
– Brilho: moderado.
– Estabilidade dimensional: boa.
– Trabalhabilidade: excelente.
– Secagem: fácil, baixa incidência de defeitos.
– Apresenta durabilidade natural moderada, sendo mais indicada para uso interno.
– Madeira muito apreciada por acabamento fino e aspecto decorativo.
– Densidade: Média: de 0,50 a 0,65 g/cm³.
– Dureza: Média.
– Reflorestamento
– Arborização urbana (em algumas regiões)
– Espécie nativa com valor ecológico
– Exploração permitida apenas com manejo florestal autorizado.
– Pode ser incluída em programas de reflorestamento nativo.
– Não listada no Apêndice I da CITES, porém o comércio deve respeitar a legislação ambiental.
– Boas práticas recomendadas: manejo sustentável, reposição florestal e certificação FSC / CERFLOR.
– O freijó apresenta bom potencial para reflorestamento e produção comercial de madeira de médio prazo.
– Alto valor em marcenaria devido à estabilidade, à beleza e à fácil usinagem.