Fabaceae
Castanho a castanho-amarelado, podendo apresentar reflexos dourados
0,95 a 1,10 g/cm³
Construção pesada e estrutural, pontes e obras externas, dormentes ferroviários, decks e pisos externos, assoalhos de alto desgaste, postes e vigas estruturais e construção naval.
Geralmente entrelaçada
Cruzar IUCN, CITES, Lista Vermelha BR e legislação é o único caminho seguro para uso comercial — cada camada cobre um aspecto diferente.
A madeira do cumaru (Dipteryx odorata) está entre as mais resistentes do mundo, apresentando elevado valor econômico.
Suas sementes contêm cumarina, substância aromática natural utilizada como fixador em fragrâncias.
É importante para a fauna como fonte alimentar.
Representa alto valor econômico e ecológico na Amazônia.
– O cumaru possui relevância histórica na Amazônia, sendo utilizado tradicionalmente por povos indígenas como fonte de aroma, repelente e em práticas medicinais.
– Durante os períodos colonial e pós-colonial, tornou-se importante produto de exportação devido à presença de cumarina.
– A madeira, extremamente resistente, consolidou o cumaru como uma das madeiras nobres mais valorizadas da Amazônia.
– Ocorre em florestas de terra firme, preferindo solos profundos, argilosos e bem drenados.
– É importante para a fauna: frutos consumidos por roedores e aves.
– Países de ocorrência (América do Sul): Brasil / Venezuela / Colômbia / Peru / Bolívia / Guiana / Suriname / Guiana Francesa
idade econômica de corte, podendo variar conforme condições ambientais e manejo
a maturidade plena da madeira ocorre, em média, entre 40 e 60 anos
– O crescimento do cumaru é moderado a lento.
– Embora de crescimento relativamente lento, o altíssimo valor da madeira e das sementes pode compensar economicamente seu plantio.
– Recomenda-se manejo florestal sustentável.
– Durabilidade natural: elevada, com resistência a fungos, cupins e umidade.
– Brilho: médio.
– Estabilidade: muito alta.
– Secagem: lenta, mas com pouca tendência a rachaduras ou empenamentos quando bem conduzida.
– Odor: o cerne exala odor agradável característico (cumarina), principalmente quando recém-cortado.
– Permeabilidade: baixa, dificultando tratamentos preservantes.
– Trabalhabilidade: considerada difícil devido à elevada dureza, embora proporcione excelente acabamento.
– Polimento: bom.
– Resistência à compressão paralela: muito alta.
– Densidade: Muito alta (0,95 a 1,10 g/cm³).
– Dureza: A dureza Janka situa-se, em média, entre 10.000 e 12.000 N, podendo variar conforme a origem da madeira.
– Sementes (fava-tonka)
– Perfumaria e aromatizantes
– Medicina tradicional (anti-inflamatório, tônico)
– Repelente natural
– Reflorestamento amazônico
– Recuperação de áreas degradadas
– A exploração é regulada por planos de manejo florestal sustentável, exigindo autorização ambiental e reposição florestal conforme legislação brasileira (IBAMA e órgãos estaduais).
– Em algumas regiões há controle rigoroso da extração.
– O cumaru é uma espécie heliófila na fase adulta e tolerante à sombra quando jovem.
– Madeira entre as mais resistentes do mundo.
– Espécie de alto valor econômico e ecológico na Amazônia.
– Uma das madeiras amazônicas mais procuradas no mercado mundial.
– Sua durabilidade natural é comparável à do ipê e da maçaranduba, sendo usada como substituto direto em várias aplicações.
– É uma espécie disseminada por animais como morcegos; seu cultivo pode ajudar na recuperação de áreas degradadas e na conservação de ecossistemas tropicais.
– Além da madeira, fornece as sementes conhecidas como fava-tonka, importantes para a indústria de perfumes, cosméticos e gastronomia: perfumaria (fixador de fragrâncias); cosmética; culinária (em pequenas quantidades, como aromatizante em gastronomia); farmacologia (a cumarina tem propriedades anticoagulantes e aromáticas). Essas sementes têm valor agregado importante, podendo diversificar a exploração econômica da espécie.