Boraginaceae
Castanho-claro a castanho-amarelado
Veios escuros decorativos
0,50 a 0,65 g/cm³ (aproximadamente)
Móveis finos e marcenaria, laminados e lâminas decorativas, compensados e painéis, portas, janelas e esquadrias, revestimentos internos, molduras e acabamentos e instrumentos musicais.
Geralmente direita a levemente ondulada
Cruzar IUCN, CITES, Lista Vermelha BR e legislação é o único caminho seguro para uso comercial — cada camada cobre um aspecto diferente.
O louro-pardo possui valor comercial relevante, sendo amplamente utilizado na marcenaria e na produção de lâminas decorativas.
É frequentemente comercializado sob o nome “louro-freijó”, devido à semelhança visual com o freijó-verdadeiro (Cordia goeldiana), embora se trate de espécie distinta.
O louro-pardo (Cordia trichotoma, família Boraginaceae) é chamado, de forma incorreta, de “freijó”, pela semelhança visual com a outra madeira. Ambos são do mesmo gênero (Cordia), mas espécies diferentes, com características e valor comercial distintos: o freijó-verdadeiro é bem mais valorizado que o louro-pardo.
A madeira do louro-pardo não é considerada por alguns especialistas como madeira nobre; entretanto, a maioria o classifica como nobre, o que não é totalmente aceito pelo mercado.
O tema é controverso e depende do critério adotado.
– O louro-pardo é uma madeira amplamente utilizada na marcenaria brasileira, especialmente como alternativa a madeiras mais raras.
– Desde o século XX tornou-se importante na indústria moveleira brasileira: móveis, lâminas decorativas e acabamentos internos.
– Culturalmente, é associado à marcenaria de qualidade e ao uso sustentável de madeiras tropicais, servindo como alternativa a madeiras mais pesadas.
– Era uma madeira abundante, acessível, fácil de trabalhar e suficientemente resistente, tornando-se alternativa prática às madeiras nobres mais raras.
– Ocorre principalmente em florestas de terra firme, em solos bem drenados.
– Países: Brasil / Bolívia / Peru
idade econômica de corte, em média, podendo ser maior em florestas naturais
a maturidade plena da madeira ocorre em idades superiores, geralmente entre 30 e 40 anos
– O crescimento do louro-pardo é moderado.
– Espécie considerada adequada para manejo florestal e plantios comerciais.
– Densidade: Média (aproximadamente 0,50 a 0,65 g/cm³).
– Dureza: Média.
– Durabilidade natural: Moderada.
– Estabilidade: Muito boa.
– Trabalhabilidade: Excelente (fácil de serrar, lixar e usinar).
– Madeira valorizada por sua estabilidade, beleza e acabamento.
– O louro-pardo é indicado para arborização urbana
– Fornece alimento para abelhas
– Usado em reflorestamento e manejos sustentáveis
– É utilizado em culturas consorciadas e como proteção a culturas perenes que necessitem de sombreamento
– Muito empregado na recuperação de áreas degradadas
– O louro-pardo é frequentemente utilizado como substituto comercial do freijó, devido à semelhança estética.
– Madeira muito valorizada para marcenaria e design de interiores.
– Excelente estabilidade dimensional e bom acabamento.
– Alternativa mais leve a madeiras pesadas como jatobá e cumaru.
– Com durabilidade natural moderada, deve ser aplicada preferencialmente em ambientes internos.
– A baixa tratabilidade limita o uso em ambientes externos com contato com o solo ou com alta umidade, salvo tratamento especializado.
– Importante economicamente para o setor madeireiro amazônico.