Apocynaceae
Cerne rosado a vermelho-rosado
Veios marcantes
0,65 a 0,85 g/cm³
Telhados, vigas, dormentes, cruzetas, painéis, revestimentos e móveis de alto padrão.
Direita a levemente revessa
Cruzar IUCN, CITES, Lista Vermelha BR e legislação é o único caminho seguro para uso comercial — cada camada cobre um aspecto diferente.
A peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron) é uma das árvores mais emblemáticas da Mata Atlântica e possui grande relevância histórica, econômica e cultural no Brasil, especialmente nas regiões Sudeste e Sul.
Considerada uma madeira nobre estrutural, tornou-se símbolo da ocupação agrícola e urbana do interior paulista e paranaense.
É uma espécie atualmente protegida por legislação ambiental e listada como ameaçada devido à exploração excessiva e à perda de habitat.
– Entre o final do século XIX e meados do século XX, a peroba-rosa foi amplamente explorada durante a ocupação do interior de estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
– Sua madeira resistente e durável foi essencial para construção de casas, igrejas e armazéns; dormentes ferroviários; pontes e estruturas rurais; e móveis de alta qualidade.
– Na colonização do Paraná, a peroba-rosa tornou-se símbolo da abundância florestal: árvores gigantescas eram comuns e marcaram a memória coletiva da região.
– Participa do patrimônio arquitetônico nacional, pois muitos casarões, fazendas históricas e edifícios públicos brasileiros ainda preservam assoalhos, portas e janelas, forros e escadarias.
– Também ocorre naturalmente em: Argentina / Paraguai / Bolívia
– Habitat: Florestas estacionais semideciduais; Solos férteis e profundos; Regiões de clima tropical e subtropical; Historicamente abundante em solos férteis (terra roxa), hoje encontra-se pouco presente em florestas naturais; A espécie é considerada um ícone da riqueza florestal brasileira e um símbolo da necessidade de conservação.
idade econômica de corte, em média, podendo variar conforme condições ambientais
a plenitude de qualidade da madeira ocorre, em geral, entre 50 e 80 anos
– A peroba-rosa apresenta crescimento médio a lento.
– Devido a seu crescimento mais lento, não é muito selecionada para florestamentos comerciais.
– Longevidade: Mais de 200 anos · tem alta longevidade: pode viver mais de 200 anos
– Odor: pouco pronunciado.
– Permeabilidade: baixa (difícil tratamento com preservante).
– Estabilidade dimensional: boa após secagem.
– Desempenho estrutural: intermediário a bom, adequado para construção civil tradicional.
– Resistência a cupins e fungos apodrecedores: boa.
– Resistência ao tempo e desgaste: boa.
– Aplainamento e lixamento: ótimos acabamentos.
– Colagem: fácil.
– Secagem: relativamente lenta, com risco moderado de empenamento e ocorrência de rachaduras.
– Trabalhabilidade: boa, embora possa causar desgaste moderado de ferramentas.
– A madeira da peroba-rosa é muito apreciada por seu tom rosado e veios marcantes.
– Densidade: Média a alta (0,65 a 0,85 g/cm³).
– Porosidade: Difusa, com veios médios a grandes, visíveis a olho nu.
– Retratibilidade volumétrica (2º valor): 13,1%
– Reflorestamento da Mata Atlântica
– Arborização urbana (pouco comum)
– Recuperação de áreas degradadas
– Importante para conservação da biodiversidade
– Sujeita às regras do Código Florestal Brasileiro.
– Na Mata Atlântica, aplica-se a Lei nº 11.428/2006.
– Corte permitido apenas em plantios legais e em manejo florestal autorizado.
– Espécie de alto valor para conservação genética.
– A peroba-rosa possui elevada importância ecológica, contribuindo para a estrutura das florestas e para a conservação da biodiversidade.
– A resistência à flexão e à compressão está em patamares elevados para madeiras tropicais, indicando que a peroba-rosa é adequada para aplicações estruturais moderadamente exigentes.
– O módulo de elasticidade (rigidez) é moderado-alto, o que sugere boa rigidez para dimensionamento estrutural, embora não se equipare às madeiras de rigidez extrema.
– É uma madeira naturalmente durável e resistente ao ataque biológico, mas não indicada para uso permanente, ao ar livre, sem proteção.
– O tom rosado e a textura uniforme fazem com que seja considerada uma das madeiras mais bonitas do Brasil.
– Tem como vantagens: excelente resistência mecânica para uso estrutural; boa densidade e dureza, o que favorece durabilidade de superfície e oferece resistência à abrasão; estabilidade dimensional razoável, com retrações moderadas; aspecto estético valorizado.
– Apresenta como prováveis limitações: a durabilidade natural não é tão alta quanto a de algumas das melhores madeiras tropicais, requerendo tratamento ou proteção; a densidade e a possível grã revessa requerem boas ferramentas e técnicas; o peso elevado pode ser desvantagem em estruturas onde o peso próprio é crítico ou em transporte pesado; disponibilidade e custo podem ser restritos, em razão da conservação da espécie.